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O dito e o feito

Dizer que nada tem sido feito na Amazônia, com o patrocínio, facilitação e proteção das autoridades não corresponde à verdade. Não é de hoje, nem se tem alterado o quadro, a não ser para pior, pelo menos para os povos originários, os ribeirinhos e os segmentos mais pobres da população. Se apontássemos o tratamento dispensado aos indígenas, acrescentássemos a construção de hidrelétricas e a atuação de mineradores e desmatadores na região, teríamos dado - paupérrimo embora - um resumo da situação. Pois agora o Intercept divulga ocorrências que têm palco no Município de Portel, situado no Norte do Estado do Pará. Lá, os interesses dos 60 mil habitantes sequer foram tangenciados pelos benefício das atividades do empresário norte-americano Michael Edward Greene. Com terras públicas correspondentes a 38% do território municipal de Portel, adquiridas não se sabe à custa de que expedientes, ele participa do REDD - projeto de Redução de Emissão e Desmatamento de Florestas. Dentre as empresas que asseguram fabulosos negócios e lucros, são mencionadas a Samsung, a Air France, Boeing, Toshiba, Amazon e o clube inglês Liverpool. Repórteres do Intercept investigam essa questão, sem que isso tenha alterado a situação, embora o Ministério Público do Estado do Pará já esteja atuando na questão. Entre nada ter feito e ter feito muito, em prejuízo das populações, há enorme diferença. Por isso, não é difícil compreender as razões da tragédia dos Yanomami. Que, a continuar assim, atingirá outros segmentos da sociedade amazônica. Antes de instalado o atual governo de Lula, Micheal Edward Greene já havia faturado milhões de dólares, a título de sequestro do carbono. Com ele, sequestraram-se os interesses de milhões de brasileiros.

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