top of page

Nunca mais


Como o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, deveriam agir todos os órgãos correspondentes, instalados em todo o País. Consciente do papel do órgão no Estado Democrático de Direito, os procuradores federais daquele estado insurgiram-se legalmente contra decisão da Universidade Federal de Caxias do Sul. Bateram à porta do Poder Judiciário, ao ver negada a solicitação para que fosse desfeita a homenagem prestada a um dos ditadores brasileiros, no infausto período que durou 21 anos. A Universidade criou e pôs em funcionamento um memorial destinado a muito mais que agredir o Estado Democrático de Direito. Na verdade, qualquer rememoração encomiástica ao general-ditador Ernesto Geisel - e a qualquer dos outros ditadores - importa profanar cadáveres de mortos pelos esbirros  da ditadura e achincalhar seus sucessores e familiares. Mais além, homenagens e louvaminhas aos responsáveis diretos ou indiretos pela tortura, desaparecimento e morte de tantos seres humanos expressa flagrante desrespeito à sociedade. Também tenta apagar a História, torcendo fatos e buscando projetar imagem absolutamente avessa à conduta, aos valores e às práticas vigentes entre1964 e 1985. Enquanto o País não viu de todo afastada a ameaça de o Estado Democrático de Direito soçobrar, ainda há quem tente, até no ambiente acadêmico, aplaudir e festejar golpistas de ontem e de hoje. Por isso, os colegas dos procuradores do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul devem seguir o belo exemplo cívico de seus colegas gaúchos, em todo o País. Ditadura – e suas mais frequentes consequências: violência, tortura, desaparecimento, corrupção e morte – nunca mais.

Posts recentes

Ver tudo
Dívida invisível

Samuel Hanan e Jorge Henrique de Freitas Pinho lançarão, dia 18 próximo, o livro A dívida invisível do Amazonas . Editada pela Valer, a obra será lançada logo após conferência dos autores, que nada co

 
 
 
Mordomia

Felipe Sampaio é o autor de texto postado hoje em nosso ESPAÇO ABERTO. Breve relato histórico do autor põe às claras a tradição imperialista dos Estados Unidos da América do Norte e o papel de Donald

 
 
 
Thiago centenário

De 26 a 30 deste mês, a Valer relembrará um dos maiores poetas amazonenses, Thiago de Mello. Morto em 2022, o autor dos Estatutos do homem foi, também, um dos mais destacados defensores da liberdade

 
 
 

Comentários


bottom of page