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No pódio

O dia em que for escrita, se já não o foi, a história da hipocrisia haverá de buscar nos séculos XX e XXI dos seus mais legítimos praticantes. A começar pelos que transformaram templos de oração e recolhimento em estabelecimentos comerciais onde a fé é mercadoria. Pior, usada como instrumento da prática de outro crime, a extorsão mediante coação irresistível. Quem haverá de pôr em risco a própria Vida, com a prometida fogueira? Observe-se, sobretudo nesse caso característico do cotidiano das seitas fanáticas, integrar o elenco de crimes praticados, o torpe motivo - o enriquecimento material dos que se dizem portadores da vontade de um deus, surdo em todos os sentidos. Ao sofrimento dos ingênuos e compulsórios fiéis, à doçura de palavras ditas com amor e compaixão. Eis a única explicação para a gritaria e o vociferar típicos dos pregadores. Ao lado deles hão de estar, na história da indignidade, da vergonha humana e da hipocrisia, os que simulam interesse pela paz, sem abandonar seu apoio aos que matam, matam e matam. Não lhes importa se os mortos são em sua maioria, velhos, mulheres e crianças. Nenhuma delas sequer empenhada em combater, com palavras apenas que seja, governos que se acumpliciam para repetir a matança promovida pelo cabo austríaco de trágica memória. Joe Biden e seu operador já garantiram seu lugar nessa galeria do opróbrio e da miséria moral.

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