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Narrativa e fake-news

A direita distorceu conceito fundamental à compreensão da sociedade humana. Refiro-me ao vocábulo narrativa, cuja acepção na fórmula retrógrada, remete à falsidade do relato. Como se estivesse ausente e não fosse o meio mais eficaz da linguagem para revelar, esclarecer e permitir o conhecimento dos fatos históricos. Apegada à mentira, a direita tenta confundir suas verdades quase sempre tidas como incontestáveis, com o relato (ou narrativa) das realidades de que se ocupa a historiografia. Tudo quanto não atende os interesses dos retrógrados é posto em dúvida, quando não ocorre de ser tenazmente combatido. Não importa o grau de coincidência entre a realidade e a interpretação que se dê a ela. Importa sempre e sobretudo, impor uma falsa percepção e um desviado relato dos fatos. Esse o fundamento das fake-news. Nada mais que a opção por um tipo de narrativa que, em boa e honesta linguagem, cabe chamar mentira. Atribui-se ao Ministro da Informação de Hitler a infeliz mas exata expressão: mentira ditadura mil vezes assume área de verdade. Pode parecer compreensível o raciocínio de Goebells. Afinal, ela tem muito a ver com outra expressão, igualmente ligada ao contexto em que o führer e seus asseclas preparavam a Segunda Guerra. A primeira vítima em qualquer guerra, é a verdade. Essa expressão e o clima belicoso característico dos últimos seis anos na vida brasileira, explicam ao menos parcialmente a preferência pelas fake-news e sua adoção e disseminação pela direita. Pena que importantes e prestigiados meios de comunicação deem audiência e repercussão a esses procedimentos criminosos, em detrimento da formação de opinião pública voltada à manutenção da democracia.


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