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Na vida e na tela

A experiência curta, de um só mandato na Câmara Federal, ensinou a Lula o que mandatos sucessivos não ensinaram a outros parlamentares. A conclusão a que chegou o atual Presidente da República, após o período de convivência com os representantes contemporâneos dele naquela Casa provocou irada reação. Ninguém admitiu o qualificativo que lhes atribuiu o deputado Luís Inácio Lula da Silva - picaretas. A despeito dessa depreciação institucional a que expuseram a Câmara, composições posteriores vêm cumprindo vaticínio que só a sabedoria de Ulysses Guimarães havia formulado. A perda de credibilidade e respeito à vontade popular cresce a cada nova legislatura. Até chegar ao ponto em que muitos comentaristas e observadores vêem a Câmara dos Deputados como um sindicato. Ou seja, uma instituição voltada para dentro, em busca de satisfazer os sonhos, desejos, vontades e apetites dos que a compõem. A PEC da bandidagem que o Senado sepultou, mais que a pedra nada poética colocada no meio do tortuoso caminho dos delinquentes que a criaram, propagaram e defenderam, representa a face mais hedionda e ignóbil que poderia frequentar a mente dos políticos. E alguns jornalistas, experientes na cobertura das atividades parlamentares, ao identificar o fenômeno como uma forma de organização protetora de seus próprios membros, acaba por nos trazer - pobres mortais! - a lembrança de um filme produzido em 1954. Sindicato dos ladrões foi protagonizado por Marlon Brando e Eve Marie-Saint, dentre outros. Dirigiu-o Elis Kazan.

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