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Na frigideira

Tudo indica que a permanência de Nisia Trindade no Ministério da Saúde periclita. Não porque a ex-Presidente da Fundação Oswaldo Cruz tenha contra ela qualquer denuncia ou sinal de incorrência em algum ato delituoso. Não dá razão às especulações, também, alguma decisão da Ministra que ponha em risco a saúde pública ou, ao menos, de um só cidadão. Ao contrário, o que Nisia se esforça por realizar é a solução de muitos dos graves problemas de saúde e saneamento que cercam sobretudo a vida dos mais pobres. Nem é essa parcela da população quem pretende ver Nisia Trindade fora do posto. Nem mesmo qualquer dos que trabalham para vê-la distante do Ministério alimenta algum sentimento de hostilidade ou vingança contra ela. A competência técnica da ministra não é posta em dúvida. Como não o é algum fato que no passado lhe tenha minimamente manchado o nome. O que pesa contra Nisia Trindade é o fato de ocupar espaço dotado de boa parcela de recursos públicos. Aliado a outro decorrente das fartas verbas formalmente destinadas à melhoria dos serviços de prevenção e cura de doenças. As que afetam sobretudo os mais pobres dos brasileiros. Se esse é apenas um dos fatores de sedução e desejo de tomar conta do cargo ocupado por Nisia Trindade, outro diz respeito à rede pública de saúde, irrigada em quase todo lugar em que há um ser humano carente de cuidados de saúde. Juntem-se esses dois fatores à escassa, miserável mesmo, percepção do republicanismo de grande parte dos nossos políticos, e logo se compreenderá onde estão e porque atacam a atual ocupante do Ministério da Saúde.

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