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Mudos e mutantes

Banda criada na década dos 1960, Os mutantes marcaram a música popular brasileira. Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias romperam o bom comportamento da Bossa Nova, sem a contestar. Se esta falava mais ao coração, a banda de Rita Lee buscava quebrar padrões de uma sociedade apegada ao passado. O nome do grupo pode não dizer tudo, mas diz muito. A repercussão da morte da líder diz mais, em especial pela relativa lentidão com que ocorrem as mudanças, neste país mais que em muitos outros. O que se pode dizer, em resumo, é ter a banda paulistana falado do seu tempo e dos que viriam. Pelo menos se dependesse dela e de seus companheiros. Os que mudam, hoje, não pretendem mudar práticas, costumes e valores. Pretendem, isso sim, manter tudo quanto o que se conhece da trajetória de nossa sociedade. De preferência, sem falar, mantendo-se calados. O silêncio como cobertor. Isso tudo, depois de muito ter sido dito, em geral contradições que agora conduziram ao silêncio. A perspectiva de salvação está na interpretação do STF. Mas ela só acontecerá se a maioria decidir por absolver os réus por excesso de provas. Os mudos de hoje, aferrados à barbárie, contradizem os mutantes de ontem, em seu esforço por contribuir para a civilização.

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