MEUS AMIGOS, MINHAS AMIGAS, MEUS AMORES

No simbolismo do último dia do ano acordo pensando nos meus amigos e amigas. Quanta vontade de abradçar todos e todas, dar um beijo no cangote, sussurrar no ouvido que os amo, que são responsáveis por metade da minha felicidade - a outra metade são as minhas filhas e a Carla.

Quanta gratidão que tenho por tê-los ao meu lado, pensando o mundo, lutando por amor e justiça, não se entregando ao legado infame dos covardes, construindo a solidariedade.

Aprendi e aprendo todos os dias com meus amigos e amigas, meus companheiros e companheiras de longas e belas jornadas. Sem eles eu seria menor e não veria a primavera, nem ouviria os três primeiros pingos da chuva que caem no meu telhado de zinco.

Também sinto saudade daqueles que partiram, se imiscuiram na morte, precocemente (todos meus amigos e amigas morrem precocemente. Eles nunca deveriam morrer). Já foram muitas as lágrimas derramadas, o coração apertado, o soluço que não quis cessar, a dor que continuou sem parar.

Chorei de amor, sofri por amor. Mas todos e todas deixaram sua história de alegria na minha vida. Ainda hoje sinto seu abraço e no meu ouvido ainda falam palavras meigas e cheias de esperança.

Meus amigos, minhas amigas, meus amores, que venha 2021.

Aqui estaremos de mãos dadas e espíritos irmanados na luta por democracia e justiça social. Nossas utopias não nos largam, pois delas construímos nossa vontade de viver.

FELIZ 2021.


[12:33, 31/12/2020] Lúcio Carril

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