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Merecimento dos terroristas

De Brasília os brasileiros assistirão amanhã a um dos atos mais importantes de sua história republicana. História que dispensa heróis, porque a democracia é muito mais exigente de cidadãos e instituições capazes de rejeitar a mentira e o opróbrio. Submetida durante quatro anos à intranquilidade e à obcecada busca de restauração da ditadura, a sociedade brasileira não se intimidou. Por isso, viu a intentona terrorista sucumbir diante da reação dos três poderes da República, irmanados como em nenhum outro momento de nossa trajetória. Depois dos ensaios e atos preparatórios promovidos desde os primeiros dias de 2019, o que seria uma festa do arromba acabou transformando-se em um selvagem arrombamento. A festa de Selma não fez mais que assaltar as sedes do governo republicano e depredar o patrimônio público, como o faria qualquer reles assaltante. Com fundamental diferença entre o gesto com relação aos que usam pés-de-cabra, as ferramentas usadas pelos terroristas são de indiscutível alto grau de letalidade. Mas o sangue que os assaltantes gostariam de ver em torno dos corpos inermes não apareceu. O sangue quente dos brasileiros e a inteligência e verdade política dos resistentes impuseram-se. É a vitória da democracia - e os brasileiros sensatos e dedicados ao aperfeiçoamento democrático o sabem - que se comemorará amanhã. Na presença não apenas dos responsáveis pela recondução do País à trilha democrática, mas de outras personalidades estrangeiras um dia convocadas a acumpliciar-se com o terrorismo oficial praticado no período 2019-2022. Também elas, desde o primeiro momento, negaram-se a percorrer o pântano político e moral a que foram convocadas. Saudemos a cerimônia de amanhã, ao mesmo tempo em que esperamos a hora em que os fratricidas frustrados verão o sol quadrado. É o que mais merecem!

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