Meandros e percalços
- Professor Seráfico

- 3 de dez. de 2022
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A reconhecida habilidade de Lula está posta à prova como em nenhum outro momento de sua vida. Os desafios por ele enfrentados durante toda sua ex vtrajetória, da liderança sindical até a mim determinada por um juiz parcial - desonesto portanto -, nunca chegaram a tanto. Hábil em demasia para os companheiros extremados, o Tripresidente sempre se tem saído bem, quando se trata de juntar pessoas. Não fora assim, Geraldo Alckmin continuaria a amargar o ostracismo ora experimentado por muitos de seus pares no pódio do tucanato. E ele teria jogado fora a oportunidade de ratificar algumas decisões que fizeram do Brasil protagonista (anglófilos diriam player)da política mundial. Também a de reconstruir sua própria biografia, depois de toda a perseguição que fez da (des)ordem jurídica um saco de gatos. Magistrados, procuradores e outras autoridades, inclusive policiais, em flagrante e espúrio conciliábulo - nada mais. O maior desafio de agora consiste na cobrança dos nomes que comporão o Ministério, mais que as propostas que pretende pôr em prática. Os golpistas de sempre encontraram meio de juntar à pretensão dos rentistas complicador adicional. Se o "mercado" deseja pautar o Tripresidente eleito por 60 milhões de brasileiros, seus agentes tentam levar as Forças Armadas a preocupar-se com quem ocupará o Ministério da Defesa. Estas, dizem algumas das lideranças do setor, não são políticas. Nem podem, em respeito à Constituição e às suas funções específicas, servir a determinado governo, se não ao Estado - democrático e de Direito, como sabemos todos. Cabe ao Presidente e ao vice-Presidente e somente a eles, escolher os ministros. As chances de que Lula e Alckmin escolham, no geral, nomes à altura das responsabilidades e competências exigidas para cada posto são bem maiores que as dos seus antecessores. Compare-se o entorno dos maiorais do (des)governo atual com o do Tripresidente e de seu vice. Só isso bastaria, embora outras razões haja para admitir o silêncio de Lula sobre os nomes que comporão o Ministério. Se ele se deixar pautar exclusivamente pelo mercado, a esperança não vencerá nem o medo, nem o ódio.


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