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Igual a sempre

Há indivíduos cuja vida é marcada por acontecimentos antissociais em série. Já não me reporto, aqui, ao que os norte-americanos chamam serial-killers, aqueles homicidas persistentes, de resto, o mais notório produto que os Estados Unidos da América do Norte exportam para todos os demais países. Os antes chamados punguistas, por exemplo, podem ser criminosos em série, embora a gravidade de seu mau hábito não chegue a determinar a morte da vítima. Outros, porém, incidem e reincidem na prática de atos delinquentes, de forma abrangente, sem uma especialidade típica. Como se matar pessoas, apropriar-se de bens públicos, ofender a honra de terceiros ou trair a pátria não lhes levasse a uma especialidade criminosa. Assim, o crime, não o tipo dele, é que interessa a esse praticante de crimes em série. A preferência e a vocação que determinam a conduta antissocial é a prática do crime, seja ele qual for. Assim, dia-pós-dia, tais delinquentes acumulam manifestações e ações ilícitas, construindo o que se chama o conjunto da obra. Por isso, tudo o que se observa neles sugere insuficiente nas leis penais o instituto da presunção de inocência. Para os marginais contumazes, seria mais que justo criar a presunção de culpa. Difícil fugir às raizes. Cada novo crime descoberto, se aumenta o tédio diante do crime impune, também reforça a rejeição e o asco que tais indivíduos geram no seio da sociedade que só sabem agredir.

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