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Queda e coice

Circula nas redes vídeo comparativo da reação de dois ex-Presidentes da República com a do atual ocupante do posto. As imagens mostram acontecimentos trágicos, em distintas regiões do País. O primeiro, enchente que afetou uma cidade pernambucana, em 2010; outro, em 2013, o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, RS. Luís Inácio Lula da Silva é mostrado em visita à cidade de Palmares, cuja população foi maltratada por um fenômeno da natureza. Anos depois, Dilma Rousseff deixou Brasília , para acompanhar o sofrimento da população da cidade gaúcha. Lá, um desastre nada natural levou sofrimento e dor à população e mexeu com os sentimentos dos brasileiros de boa índole. A fisionomia dos dois ex-Presidentes dizia dos sentimentos e dos sofrimentos que ambos levavam consigo. Também do senso de responsabilidade que os convocava a deixar o bem-bom do Planalto, no momento difícil experimentado por seus governados. Algo diametralmente oposto às cenas agora projetadas nas redes. Nestas, captadas a muitas milhas das cidades baianas, o que se vê é deprimente e desencorajador. O Presidente festeja não se sabe o quê, revelando quão deficitária é nele o que Hannah Arendt chama condição humana. É como se a tragédia sofrida por nossos irmãos baianos e sentida pelos brasileiros, simplesmente inexistisse. Mais sofrimento, em concomitância com a pandemia de que o (des) governo é cúmplice. Do vírus, a queda. Do Presidente, o coice.

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