Futebol e Política
- Professor Seráfico

- 11 de nov. de 2022
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É comum os políticos brasileiros usarem termos e situações ligadas ao futebol, quando desejam tornar o mais claro possível seu pensamento. Na hipótese de pensarem, o que não se pode generalizar. Entretanto, mesmo aqueles que costumam colocar a tecnologia acima dos interesses dos cidadãos deixam escapar certas facilidades que o avanço tecnológico assegura aos mais justos resultados, em cada partida do antes chamado esporte bretão. Refiro-me ao VAR. Pois graças ao Video Assistant Referee, já reduzimos significativamente os erros de arbitragem. Para reduzir a manipulação dos votos, nas eleições brasileiras, foi criada a urna eletrônica. As cédulas preenchidas pelos interessados, que no passado levavam às cabines eleitorais cidadãos que não sabiam sequer em quem tinham votado, ficou no anedotário político do País. O poder dos coronéis de barranco e as urnas emprenhadas constam apenas da memória dos brasileiros, na caminhada difícil e dignificante em direção de padrões menos embrutecidos do exercício político. Ganharam, desde a introdução das urnas eletrônicas, a democracia, a cidadania e os cidadãos desafeiçoados da trapaça e do autoritarismo. Mas não se pense que as urnas eletrônicas operam sem seu VAR peculiar. Este é, segundo os termos da Constituição, o Tribunal Superior Eleitoral. Ele, e só ele, tem o dever e a prerrogativa de dizer se o gol foi feito com a mão, ou se um empurrão do atacante imobilizou o goleiro. O resto é o exercício do jus esperneandi. Tão velho quanto a desonestidade humana.


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