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O faz-tudo do ex-capitão excluído das forças armadas, depois tornado inelegível e agora indiciado por um dos muitos crimes que o fazem investigado pela Polícia Federal, voltou a um quartel da Polícia do Exército. Não por força de sua condição profissional. Justifica-o mais um desvio de conduta, desrespeitando os termos da delação premiada firmada com outra polícia, a Federal. De outros desvios vai-se sabendo, desde sua fidelidade canina ao protetor então instalado no Palácio do Planalto, até o protagonismo na mobilização golpista frustrada em 8 de janeiro de 2023. Em gravação publicada pela revista Veja, o ex-ajudante de ordens (ilegais, já se sabe) faz críticas e acusações contra o Ministro Alexandre Morais e o Poder Judiciário, além de pretender passar-se como vítima de pressão ilegal. Dessa teria resultado o acordo de delação, o que muitos experientes comentaristas apontam como expediente destinado a - usemos linguagem chula, para melhor entendimento dos interessados diretos - melar o meio de campo. Em outras palavras: apenas o uso desesperado de quem sabe prever qual seu destino e o destino daquele a quem servia com exemplar servilidade. Serviçal e senhor, porém, estão próximos de ver feita justiça, tantas e tão substanciais as provas dos delitos a eles atribuídos. Há quem veja no aparente recuo do tenente-coronel a quem os superiores negam promoção na carreira, um sopro no fogo que prepara colossal pizza. Até o tosco analista Merdal Pereira vê em preparo uma forma de colocar panos quentes, acabando por ignorar a gravidade dos delitos e desqualificando a contundência do vasto elenco de provas coletadas. Como tem sido quase regra, nesta democracia cuja defesa é atribuida a lunáticos ou quixotescos. Rocinante e os que a ele se assemelham crêem nisso.

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