Ficaram todos... e mais alguns

A rendição do Presidente da República ao centrão diz mais do que aparenta. A rigor, pode ser até que não se trate de rendição, mas o exercício de uma vocação. As alegações do Presidente, à guisa de justificar o troca-troca ministerial, antes de assegurarem algum ganho ao (des)governo, atuam em seu desfavor. Não há como esquecer a comparação entre o que disse o candidato, nas escassas oportunidades em que falou, e o que ele tem afirmado nesses longuíssimos meses de seu mandato. Nos últimos dias não tem sido diferente. Menos, ainda, cairá no esquecimento dos brasileiros episódio exemplar de que foi protagonista o agora desaparecido Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. Irrequieto, já nos primeiros meses de exercício o militar deixou aberto o microfone de seu celular, onde foi possível ouvir, no seu linguajar típico, grosseria que o baixo meretrício repudiaria. Foi dele, também, o chiste pronunciado a título de rejeição às práticas por ele – mas não só ele – atribuídas ao centrão. Se gritar pega o centrão, não fica um... disse o Chefe do GABIN. Ficaram todos, aos quais mais alguns se vieram juntar. Do paradeiro do desenvolto e desembaraçado auxiliar do Presidente da República, tão afeito às câmeras e microfones, ninguém sabe.

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