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Fadas e bruxas

Nem todos os contos infantis atentam para a influência que exercem na mente de seus destinatários. A presença de fadas e bruxas, tão frequente, não basta para levar às crianças a promessa de um mundo melhor. Também não garante encaminhá-las para uma vida feliz. A literatura infantil tem exemplos, até em quadrinhos aparentemente ingênuos, capazes de despertar o ódio hoje tão manifesto. Tom e Jerry, Piu-Piu e Frajola são clássicos, como o são alguns dos contos dos irmãos Grimm. O sadismo que habita a alma de muita gente não se satisfaz com os demônios interiores, nem com as assombrações produzidas em território nacional. Por isso, vão buscar em terras alheias o que lhes apeteça e satisfaça o sadismo e, não com menor frequência, o mazoquismo que os possui. Há tempos em que se dedicam a maltratar os que se lhes opõem. Noutros, juntam o ódio que os anima à vontade de autoflagelar-se. O tributo pago aos diabos que os inspiram. Fazem-no, rendendo homenagens ao Halloween. Desta vez, é quase certo que o fácies horripilante perderá um pouco da malignidade. Na véspera, a fada-madrinha pode chegar antes, escondida nas urnas eletrônicas. E, tal o peru de Natal, a bruxa morrerá na véspera.

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