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Custos - guerra e paz

Quaisquer que sejam os erros do governo - qualquer governo -, sejam quais forem os benefícios levados às populações que lhes correspondam, ilusão admitir aplauso unânime. Tanto quanto unânime reprovação. Ainda mais quando eleições estão à espreita. E os políticos as vejam como a grande oportunidade de conquistar emprego bem remunerado ou manter-se nele. Por isso, os erros e manifestações infelizes dos governantes costumam acumular destaques, mais que os benefícios conquistados pelos eleitores. Lula sabe disso, como o sabem quase todos os que o apoiam incondicionalmente ou o combatem - incondicionalmente, também. Agora, o pronunciamento de abertura da COP30, em que pese o aplauso de líderes de vário países, inspira conterrâneos e compatrícios do Presidente em reação no mínimo distraída. Em muito, porque revela traição semelhante à que provocou o tarifaço contra o Brasil. Mais uma vez, Lula comportou-se como deve se comportar um líder de país que, por algumas peculiaridades, conquista crescente prestígio no cenário internacional. A arrogância e a prepotência de Donald Trump não bastaram para fazer do Presidente da República Federativa do Brasil um lacaio a serviço dos interesses e apetites de um soba que usa seu poderio atômico e a tibieza de boa parte dos governantes, mundo afora. Por isso, Lula comparou o gasto dos que fazem a guerra (U$$ 2,7 trilhões) com os prometidos U$$ 1,3 trilhões para evitar o apocalipse ambiental. Sem que a nação presidida pelo outro concorra com um só centavo de dólar.

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