Custa crer


A vida está cada dia mais difícil. Quando não é o vírus ameaçador a espalhar o medo, a compra dos gêneros de primeira necessidade custa os olhos da cara. Em alguns casos, numerosíssimos, todos os órgãos do corpo humano. A tal ponto, que é preciso gerar e gerir o novo ovo de Colombo. Aquele mesmo que a galinha oferece, tanto aos que desejam fazer uma omelete de bacon, quanto os que desejam ter algo no prato, à hora do almoço. Nem se fale em jantar. Nem se incluam no rol das vítimas, da covid-19 e dos que a promovem, os afortunados bilionários e os que os representam, defendem e favorecem. Para esse tipo de gente (?), nada parece tão desejável quanto promover aglomeração e revelar desdém pela doença e pela pobreza que roubou e roubará tantas vidas humanas. Aos viciados em números, gráficos e índices, certamente interessará fazer algumas contas, pelo retrato que elas oferecerão de um país em frangalhos: quantos quilos de carne podem ser comprados com 1,5 salários-mínimos? Quantas passagens de ônibus cabem em R$ 1.800,00? Para nos mantermos atualizados: quantas doses de vacina poderíamos comprar com a mesma importância? E máscaras? E frascos de álcool em gel?

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