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Vida e liberdade

Já se tem assente que somente o que digo sobre mim mesmo não basta para dizer ao outro o que sou. De minhas ações, mais que das palavras, é que alguém pode fazer qualquer juízo de mim. Faz quase três anos, a sociedade brasileira tem sido vítima de toda sorte de atentado. Mesmo quando o ataque é atribuído a um vírus, e quase 620 mil vidas foram sacrificadas. A diferença entre essa tragédia e a outra reside apenas na origem do atentado. E à forma como ele é cometido. Se a covid-21, obra de um vírus aparecido na Ásia, atraiu a solidariedade de autoridades públicas, estas tomaram por elas mesmas a iniciativa de promover a outra. O suposto amor à liberdade, proclamado cinicamente, coincide no tempo com a agressão reiterada de quem dela imprescinde. No caso, os profissionais da comunicação, cujo trabalho parece desagradar os que optaram por manter-se à margem da Lei. Os últimos ataques registrados contra jornalistas, no interior da Bahia, são o varejo de atos, gestos e decisões que, acumulados, pretendem chegar à cena final - o estabelecimento da censura e restrição ao exercício de direitos individuais, tudo desembocando no sonhado fechamento ou cerceamento do Poder Judiciário. Muitas vezes, a covardia e o colaboracionismo de alguns membros desse Poder têm concorrido para a aventura antidemocrática que paira sobre a nação. Ao que mata ou ajuda a matar seres humanos, ao mesmo tempo em que exerce a violência contra os que divergem, é fácil colocar vida e a liberdade em seu discurso. Basta a esses terríveis agentes que outros morram e os que sobreviverem mantenham-se calados.



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