Credenciais

Se todos só gostassem do azul, o que seria do amarelo? Esse era mote inserido em propaganda de um produto que já nem me lembro o que seria. Lembro, porém, que dá a dimensão em que a diversidade pode ser apreciada. Sem que se percam de vista os fundamentos de nossas escolhas. Isso vai desde o time pelo qual se torce, à religião que se professa, às pessoas de que nos aproximamos. Sem que, por qualquer que seja o motivo, as desrespeitemos como seres humanos. Pelo que se lê nos jornais e redes (anti)sociais, está plenamente justificada a escolha do deputado Arthur Lira para disputar a Presidência da Câmara dos Deputados, em substituição a Rodrigo Maia. A folha corrida, não o currículo, do candidato traz as credenciais valorizadas pelos que o apoiam e pelos que o indicam. É antigo o hábito de seus adversários (esta será a resposta esperada) o levarem à barra dos tribunais. Em processos numerosos, também amplos, eis que os caminhos à margem da Lei são variados. Em alguns, houve a absolvição; em outros, o arquivamento. Também os há em andamento. Sem esquecer que, portador de mandato federal, Arthur se beneficia da confusão que se faz ao instituto da imunidade parlamentar, estendida a todo e qualquer delito ou infração cometido por mandatário com assento no Legislativo. Olhando-se o cenário, a candidatura atende às exigências dos eleitores envolvidos. Pode-se arte usar a presunção de inocência, mas considera-lo um anjo antes de ter tudo julgado é inadmissível.

3 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

A análise da destituição do vice-presidente da Câmara dos Deputados tem suscitado variedade de interpretações. Os analistas geralmente levados ao sabor das ideologias, interesses e apetites a que se

Em comentário editado na última segunda-feira (Perus de anedota) mencionávamos dois dos pretensos candidatos à Presidência da república fritados antes que a frigideira fosse ao fogo. Mal postado no es

A forma açodada com que tramitou - e o local em que isso se deu - o pedido de autorização para privatizar a Eletrobrás é no mínimo suspeito. Ainda que não destoe de tantas outras manifestações e decis