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Coroamento

Autor de críticas nem sempre justas ao escritor, tradutor e importante intelectual paraense Machado Coelho, José Ribamar de Moura preferiu ironizar. Talvez por achar suficiente seu grau acadêmico, o crítico cometeu injustiça, eis que Machado não acumulava diplomas. Era - em todos e no melhor sentido - um autodidata. Por isso, soube responder a Moura com insuperável ironia . Machado escreveu assim: "Quero começar este artigo rendendo graças a Deus por me haver conservado a vida e a vista para esperar e ler a apreciação de Ribamar de Moura a propósito do meu ensaio Machado de Assis". Maior ironia se encontra no fecho da resposta do tradutor de Minhas canções de Verlaine. Lá, está escrito: Valha-me, porém, o consolo de que os gatos com que caço são tão espertos como os cães do meu amigo. Por que rememoro esse episódio, que a professora Célia Bassalo, falecida filha de Machado Coelho, registra em artigo publicado na Revista de Cultura do Pará (ano 5, n°s 18 e 19, Jan/Jun 1975)? Simplesmente, porque os gatos com que a Polícia Federal, a PGR e o Ministro Alexandre Moraes caçam são tão (ou mais, não é?) espertos que os cachorros de que se cercam os cúmplices do ex-Presidente condenado a 27 anos de prisão. O coroamento de uma trajetória construída e percorrida à margem da Lei.

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