Cinismo ou burrice
- Professor Seráfico

- 22 de jan. de 2023
- 2 min de leitura
Se não é prova de exacerbado cinismo, as reclamações dos terroristas mantidos nas penitenciárias de Papuda e Colmeia atesta sua imensa burrice. De que se queixam os presidiários? Da qualidade das quatro refeições diárias que lhes são servidas. Mais do que as três que o triPresidente promete pôr no prato dos pobres brasileiros. Talvez o mimimi dos delinquentes presos venha da saudade do filé ou da picanha comprada por quase 800 reais o quilo. Também eles se queixam da superlotação das celas em que estão hospedados. Por enquanto, provisoriamente. Amanhã, não se sabe ainda. Nesse caso, a queixa ignora a realidade dos presídios brasileiros. E para lá, agora, não vão os que discordam do governo. Mas a superlotação é fenômeno antigo, a que nunca eles mesmos, os terroristas, deram a menor atenção. Se tivessem dado, quem sabe a pressão sobre as autoridades seria maior e os outros (ah, sempre os outros!) presos não fossem tratados da forma como o são. Outra das queixas diz respeito às condições sanitárias a que ficam expostos. As maiores reclamações dizem respeito à latrina usada para coletar o que suas mentes sujas enviam para processar nos intestinos. Também ao estado desses sanitários sem sanidade. No primeiro caso, as latrinas (bacias turcas) não são nem mais nem menos que variação (para melhor, diga-se) das que se instalam nos acampamentos das forças armadas. De nada lhes serviu, então, a longa permanência sob os cuidados de organizações militares, que lhes deram proteção e hospitalidade. Poderiam ao menos ter aproveitado o clima de fraternidade mantido com seus anfitriões, para saber mais sobre a vida na caserna e alguns de seus desconfortos. Quanto à higiene das instalações, ninguém de fora está lá; logo, os que fazem sujos os banheiros e privadas são eles mesmos. Ou é o costume de casa que está indo à praça? A saber. Não dá para comentar a queixa a respeito da impossibilidade de lavar lentes de contato. Parece pilhéria, o mimimi levado a extremos. O de que eles podem ter certeza é de que serão todos submetidos ao devido processo legal. E, por isso, não terão o mesmo fim do deputado Rubem Paiva, a que a ditadura tão desejada deu fim. Até hoje não se sabe sequer como e quando ele foi morto. É um dos desaparecidos cujo destino permanece encoberto. É certo, também, que não serão os presidiários de luxo sequestrados, levados para fora do presídio e mortos, em conflito com tiroteio. Algo muito comum, em outros tempos que eles homenageiam e pedem bis. Por isso, serem lançados de avião sobre o oceano ou serem mortos dentro de estabelecimentos públicos, policiais ou militares, é hipótese que não ocorrerá com eles. Todos deveriam, isso sim, clamar o mais alto que puderem para a apuração de responsabilidades não excluísse qualquer dos terroristas, não apenas os patriotários. Os financiadores, os apoiadores com as mãos escondidas, os protetores e cúmplices, portanto. E, quem sabe, logo saíssem da prisão, se engajariam em campanha para a reconstituição da Comissão da Verdade?


Comentários