Cantar e escrever

Chamou-me a atenção matéria ontem publicada no ESTADO DE MINAS. Assinado por Eleonora Cruz Santos, o texto destaca poema do recém-falecido poeta do Amazonas e do Mundo, Thiago de Melo. Faz escuro mas eu canto, para a comentarista, deveria virar mantra para a sobrevivência, nestes travosos e trevosos tempos que vivemos. Eleonora lembra a 34a. Bienal de São Paulo, o livro Torto Arado e o filme 7 Prisioneiros, e sua importância no processo de superação da trágica realidade brasileira. A Bienal intitulada com o nome do livro de Thiago, o livro de Itamar Vieira Junior e o filme do qual Rodrigo Santoro é protagonista ajudam a entender as raízes - os valores, portanto - que vêm construindo a nossa História. Não é obra do acaso, muito menos fruto de importação recente, a desigualdade geradora do cenário atual. O regresso em direção à barbárie exige dos cidadãos resposta firme e sincera a esse fenômeno, a cada dia revelado persistente. Tanto quanto desejado e perseguido pelos que dela se beneficiam. A autora conclui: faz escuro, mas eu escrevo. Eu, também!

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