As desventuras impostas pelos manuéis

Antônio Costa, o Primeiro-Ministro de Portugal conseguiu expressiva vitória sobre os conservadores. Seu Partido Socialista elegeu 117 representantes, dos 230 que constituem o Parlamento do País. Muitos observadores consideram acachapante a vitória dos socialistas, que conseguiram a maioria absoluta do Poder Legislativo. O extremo oposto, os liderados por André Ventura sofreram a desventura de eleger apenas 71 candidatos. O Chega, considerado de direita radical, e partidos menores (Iniciativa Liberal, 8 eleitos; Comunista, 6; Bloco de Esquerda, 5) completam com partidos menores e 4 representantes ainda não eleitos, os 230 membros do Parlamento Português. É verdade que o desgosto de Ventura, mesmo em minoria, registra 6% de crescimento, em relação ao pleito anterior. Quanto a Costa, ele antes falava de uma maioria reforçada, depois maioria expressiva. Acabou obtendo maioria absoluta. Destaque-se que o Chega concentrou sua campanha conservadora na defesa da castração de acusados de crimes sexuais, na hostilidade e perseguição aos ciganos e no combate à corrupção. Algo como a tradução do bandido bom é bandido morto, violência vale contra os diferentes e rachadinha não é corrupção. Muito distante do Manuel chamado O venturoso, o líder do Chega não chegou a bom porto. Os números mostram a sigla, ainda assim considerada a 3ª no ranque político de lá, com apenas 5,2% da representação parlamentar. Os parlamentares socialistas eleitos correspondem a 50,8% do total. Somados, o Bloco de Esquerda e o PCP podem ampliar a diferença entre os progressistas e os conservadores e liberais, com mais 4,7%. A maior frustração dos direitistas talvez seja a impossibilidade de manipular os mais de 19 bilhões de dólares que Portugal receberá de fundos europeus para o desenvolvimento.

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