Amazonas enlutado


Faz menos de uma semana, tive notícia que muito me entristeceu, porque quase coincidente com o momento em que o Estado do Amazonas oficializava a cidadania de que eu me revestira, uma vez aqui chegado. Fui informado pelo Diretor da Faculdade de Medicina da UFAM, Édson Andrade, da morte de seu colega Francisco Álvaro Barbosa Costa, como meu informante, amazonense e ex-Presidente do Conselho Federal de Medicina. Ambos dirigiram o órgão quando a Ciência e o interesse público ainda não eram objeto do ódio e do negacionismo tão em voga nos dias que correm. Nem se dedicava, de forma servil e mesquinha, à negação do conhecimento e à aproximação com o charlatanismo. Morto em 10 de abril deste ano, Francisco Álvaro Barbosa Costa, nosso querido Costinha, cursou Medicina e foi diplomado pela Universidade Federal do.Pará, onde o conheci e sob a liderança do qual participei de importantes acontecimentos públicos. Este registro, feito quase 8 meses após a enorme perda, opera em mim a correção sentimental correspondente aos juros extorsivos com que a banca pune os devedores. Torna-se maior meu sentimento de perda, por isso estendo-o a quantos, como Costinha, dedicaram e dedicam sua vida à libertação de todos os seres humanos. Os que de fato o são - além dos outros, que apenas àqueles se assemelham.

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