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A guerra atual

Tão nojenta quanto nos campos de batalha, a guerra da informação produz mortes. No chamado teatro de operações onde as tropas se deslocam com seus mortíferos artefatos, restam corpos insepultos e escombros de instalações destruídas. O futuro dos países afetados é comprometido, muitas vezes levado a consequências sociais, econômicas e humanitárias por décadas. A guerra atual, mais que em qualquer outro período da História, traz novo componente ao conflito, porque também se trava entre a informação e a contrainformacão. Este o quadro ilustrativo do que foi dito a respeito da primeira perda de qualquer conflito bélico - a verdade. Embora o genocídio que vítima os Yanomami não corresponda exatamente a um conflito bélico nos termos convencionais, em torno do pretendido extermínio já se divulgam interpretações nada menos que reprodutoras da da rejeição do Holocausto como fato histórico inconteste. Se não há seis milhões de seres humanos a sacrificar, isso se deve a uma espécie de extermínio permanente, de que a comparação da população indígena de 1500 com a atual é ilustrativa. O avanço da tecnologia pôs à disposição dos exterminadores de hoje instrumentos de que seus antecessores não dispunham. E, como se sabe, a mentira divulgada nestes tempos de estranho progresso se tem pernas curtas, as tem aceleradas. Tamanha é a rapidez com que se propaga, tanto o que traz embutida na mensagem de um tipo insidioso de "verdade", na tentativa de contraditar o que imagens e sons têm de ofensivos ao sentimento do ser dito humano.

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