A derrama

O Brasil-colônia e em parte do seu período pós-Independência foi marcado por inúmeros movimentos libertários. Embora a Inconfidência Mineira tenha ganhado destaque dentre a insurreição popular perseverante houve mais que ela, até a Independência. Nosso Espaço Aberto traz texto elucidativo, escrito pelo antropólogo e estudioso da História, o também poeta Orlando Sampaio Silva. Lá se sabe da Revolução Pernambucana (também chamada Revolução dos Padres, 1817) e das revoltas liberais (Pará e Bahia, 1821). Desse ano em diante, os conflitos passaram a ser uma constante na sociedade brasileira, a despeito do grito do Ypiranga, em especial as que diziam respeito à Província do Grão-Pará. Mas não só lá. Todas ganharam nomes denotadores dos protagonistas, interesses e classes neles envolvidos: Confederação do Equador, Noite da Agonia, Guerra Cisplatina, Noite das Garrafadas, Cabanada, Federação dos Guanais, Revolta das Carrancas, Cabanagem, Revolução Farroupilha, Balaiada, Sabinada, Golpe da Maioridade, Revolução Praieira, Revolta dos Muckers, Revolta do Quebra-quilos, Guerra das Mulheres, Revolta do Vintém. Quem quiser saber mais, leia o texto, editado em 14 deste mês. A leitura pode desfazer equívocos, como o de pintar o brasileiro como covarde e submisso aos que lhe desejam ofender e humilhar. Ainda quando as tentativas derramam ou ameaçam derramar seu sangue.

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