A bacia feita elmo


Pintura executada pelo artista amazonense Gustavo Miguel, com tinta feita de borra de café, Manaus, 2017. Observem o chapéu do cavaleiro, diferente do que se conhece. O do Dom Quixote original resultou de uma bacia de barbeiro, que o manchego dizia ser o elmo de Mambrino. Este era um rei mouro fictício, celebrado nos romances de cavalaria. Primeiro, com o nome de Rinaldo de Monte Albano, que aparece no Cantari di Rinaldo, sec. XIV. A bacia de barbeiro, portanto, era para D. Quixote o capacete de ouro que tornava seu portador invencível. Coberto pela bacia-elmo, Alfonso de Quijano guerreou contra os monstros com aparência de moinhos, nas páginas do romance considerado fundador desse gênero literário.

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