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Segundo o roteiro - ou não

Como esperado, os golpistas não cessam de tentar o fracasso do governo do triPresidente

Lula. Não importa o que isso traga de mal à maioria da população, aquela representada por indîgenas, pretos, mulheres, ribeirinhos, trabalhadores, membros da comunidade LBGTQ+, em especial a fração pobre e majoritária desses grupos sociais. Nada, porém, fora dos planos e do roteiro da direita, no Brasil como no Mundo. Os atos terroristas de 08 de janeiro terão sido apenas o preâmbulo previsível - e só por poucos previsto - do ambiente que a direita sabe propîcio aos seus valores, objetivos e práticas. A única novidade trazida ao cenário diz rrspeito à revelação dos crimes praticados em torno da suposta propina paga em ouro e diamantes. Revelação exigente da mais profunda investigação, da iniciativa do devido processo legal e da punição exemplar, ela também inspira e atiça os suspeitos e investigados. Turbar o ambiente, ainda que isso represente ameaça ao Estado Democrático de Direito, é visto como necessário. Não só, mas também por isso, a proposta de uma CPMI. A expectativa era a de encurralar o governo, que se mostrava nada interessado na Comissão. Agora, algo mudou. O palco será ocupado por outros atores, não apenas pela direita irada. As imagens virão ao conhecimento de todos sem os truques de edição usados para esconder, não para informar. A não ser que a maioria do povo brasileiro seja desonesta ou absolutamente ignorante, podem acontecer desvios no roteiro que os inimigos da democracia escreveram e fazem tudo para executar. Até agora, a recondução da Polícia Federal ao seu papel institucional e a firmeza com que o Poder Judiciário se comporta autorizam prever aonde serão levados os vândalos, terroristas e baderneiros recalcitrantes. Será outro tiro no pé, a somar-se a tantos outros já contabilizados.

 
 
 

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