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Nova fase?

Quando - e se, de fato - o consumidor encher o tanque de seu veículo e pagar menos, poderá testemunhar o início de uma nova fase da História. Até aqui, os interesses nacionais, os coletivos sobretudo, foram propositalmente ignorados pelos governantes. Decisões atreladas aos interesses de persistentes colonizadores e vinculados à exploração predatória da natureza e dos pobres não têm faltado. Como a elas não tem faltado o apoio de nossas elites e daqueles que as servem, na ilusão de que são parte delas. As tais agências reguladoras, um dos instrumentos mais festejados desse processo ilusionista não faz menos que defender os que têm e exploram, em desfavor dos que não têm e, segundo certa visão canhestra e odienta, nunca deverão ter. Se não o direito à morte. Por doença, fome ou tiro. A soberania vestida de autonomia concedida ao Banco Central é outro desses maléficos expedientes, tanto quanto o é o atrelamento do preço dos combustíveis vendidos aos consumidores brasileiros a práticas internacionais. Terça-feira, foi anunciado o rompimento desse vínculo, imposição de uma entidade quase etérea, que os entendidos dizem assumir forma humana, em menos de 25 indivíduos. A decisão do atual governo, assim, rompe barreiras construídas por antecessores alheios à vida real, desde que isso os torne mais ricos, além daqueles que, presumindo-se puerilmente iguais àqueles, contentam-se em alimentar-se dos restos caídos da mesa farta.

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