Esquerda – vou ver!

À esquerda,

ouço sons de amor

à direita

as vozes sugerem ódio

sonhos entram pelo

ouvido oposto

ao lado que me

traz tormentos

aterradores os sons

desumanas suas propostas

a fronte erguida

impassível diante

dos padecimentos

não esperem de mim

qualquer aposta

sinistros esses ouvidos

fazendo-se moucos

ganham sadia surdez

a me impedir

oferecer

alguma resposta


Talvez os olhos

- quem sabe?






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Permanecem no ar ruídos e sentimentos deixados na cara de um negro sobre tapetes vermelhos tingidos da cor por pouco não liberada de um rosto agredido uma piada mal posta sendo a luva que armou a mão

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