Coroas, coronas, ...

Então

um ser não-sendo

tornou-o esquecido

desdenhado qual sapato

velho

amarelada a festa

colorida

a vida o sangue

do mais rubro

vermelho


Sequer a manjedoura

pobre digna

onde mirra incenso

ouro sempre cortejado

compensam a perda

deserto a que

nenhum está

infenso


Sem os espinhos

de más coroas

ornamento

de triste safra

verdade sacrificada

não é mais de

nascimento que

se trata

no tempo ingrato

em que quase

tudo falta

desde o bom

senso

a dor que só

maltrata

renascer

em meio às cinzas

diluentes de toda fé

em vil bravata

na coroa

sem espinhos resistentes

pior o padecimento

em vez de festa

dissolveu-se

a alegria em sofrimento

só nos resta

desolado esquecimento

o que não presta e

sempre nos afasta

02.12.2020

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