Vida – dos que a têm, dos que a terão


Parece-me despropositada a reação de alguns setores da Igreja, em relação ao aborto legal praticado na criança engravidada em razão de estupro que a vitimou. Não é o aspecto meramente legal ou jurisprudencial que me impressiona, mas o conteúdo humano do ato cirúrgico. Nem mesmo a condição de nascituro do feto, uma promessa de vida. O que, em bom juridiquês se chama expectativa de direito. A pergunta a ser respondida, não sei se por juristas, teólogos ou leigos é esta: direito e expectativa são uma só coisa ou uma independe de condições e a outra não? Vida intrauterina e nascimento se equivalem? Tudo o mais, entendo, deixa de lado as sequelas da gravidez não-desejada. Pior, criminosa.

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