UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL, DESDE QUE ROMPA COM O ATRASO

Numa concepção grosseira do mundo, arrisco dizer que o mal vem dando de goleada. E não é de hoje. Vivemos uns mil anos nas trevas do cristianismo, com a igreja católica tocando o terror, torturando e queimando gente, pilhando terras, riquezas e espíritos.

Aí veio a modernidade e transformou a ciência numa nova religião. O conhecimento foi apropriado por uma minoria para oprimir a maioria, tirar seu sangue e suor. A ideia iluminada de liberdade se tornou objeto de ilusão, num canto de sereia macabro.

Hoje, vejo a barbárie da fogueira queimando a moral e a ética, fazendo da humanidade uma versão cruel e desumana.

Está tudo errado. O que era pra libertar, oprime.

A religião se tornou objeto do mal. Deus vem perdendo para o diabo.

Se eu acreditasse em deus não admitiria que a ele fosse atribuído a desgraça do mundo.

Eis uma visão maniqueísta, religiosa, mas necessária para reflexão.

O catolicismo vem perdendo campo e o evangelismo travestido em muitas ordens está assumindo a implantação de uma nova era das trevas.

A modernidade tinha que ter rompido com a religião, sem desconsiderar sua presença cultural, e não ter tentado instaurar uma nova verdade absoluta. Isso abriu espaço para o retorno da estupidez.


Lúcio Carril

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