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Tudo - é a resposta

A deputada Gleise Hofmann criou uma expressão oportuna e adequada à sucessão de atos delinquentes, o mais recente dos quais o assassinato de um guarda municipal da cidade de Foz do Iguaçu. Referindo-se ao terrorismo estimulado e promovido por apoiadores do Presidente da República, ela viu ali a sequência do que chamou frase-gatilho. Uma vez (pode multiplicar por mil) proferida, a frase presidencial desencadeia o processo que acaba na morte de alguém. A invasão do ambiente privado onde Marcelo Arruda festejava com a família e amigos seus 50 anos pode ser lançada no débito do próprio propagandista do uso de armas. Como a outra (má) face da moeda que dele se afastou, o Presidente sabia o que fazia e dizia, a respeito do acobertamento de crimes, se o agente participa do aparelho oficial de repressão. Verdadeira autorização para matar, com o inevitável uso de armas de fogo, peça substancial e indispensável à política de extermínio em voga. Com a cara mais cândida, o autor de repetitivas frases-gatilho volta a vitimizar-se, inclusive correndo o risco de serem retomadas as investigações sobre a facada sem sangue.Maior cara-de-pau, todavia, é perguntar o que ele tem a ver com isso. Nem parece conduzir o País para o caos e deixar o ar poluído e quase irrespirável, a cada nova frase-gatilho proferida. Muitos dos que hoje ainda o aplaudem sequer percebem que, cúmplices agora, amanhã serão vítimas do mesmo ódio. Se fizerem a mesma pergunta, receberão a mais justa resposta: TUDO.

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