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Triste transparência

Atualizado: 29 de jun.

Plausível e oportuna, no mesmo grau, a observação de alguns comentaristas sobre o cenário em que Legislativo e Executivo estabelecem recíprocas relações. A conduta de ambos os poderes republicanos, mais poderosos que republicanos, configuram exemplo histórico protagonizado pelo rei Pirro, do Epiro, vencedor militar de guerra contra os romanos. As sucessivas derrotas de Lula, todos sabemos, caracterizam constrangimentos impostos às politicas que o Presidente da República prometeu. Rui, assim, qualquer possibilidade de promover a união e a recuperação do País. Ou, com maior sinceridade, o Chefe do Poder Executivo e, com ele, a administração pública tornaram-se reféns do Poder Legislativo. Há episódios preparatórios, alguns deles colocando no banco dos réus ou cassando mandatos parlamentares. Os exemplos estão relacionados aos anões do orçamento e algumas operações em que integrantes do centrão (ou do chamado baixo clero) se viram envolvidos. Precursores, aqueles escândalos tornaram-se rotineiros, em tal magnitude, que fortaleceram a ousadia dos meliantes portadores de mandatos. Como assaltantes que dispensam o uso de máscara, e agora praticam ilicitudes à luz solar, não mais às escondidas, eles conseguem até tornar sigilosas as suas artimanhas. Todo brasileiro sabe que elas existem, mas seus promotores e beneficiários encontram um meio de dificultar ou impossibilitar a identificação dos delinquentes. Pirro pode ser lembrado, se nós perguntarmos se vale a pena ser eleito Presidente da República, sem conseguir a base política de que precisam os chefes de Estado e de governo, para executar as promessas de campanha. No caso do Brasil de Lula, chega-se ao limite. Não é que apenas falte integração e cooperação entre poderes, mas o que se se observa é clima de transparente hostilidade entre eles. Só essa transparência não basta.


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