Temperança e equilíbrio

As manifestações do último domingo revelaram uma coisa que muitos teimam em não enxergar: a probabilidade de ocorrerem atos violentos no confronto entre manifestantes é tão maior, quanto mais ameaçados eles se sintam. Quase nunca há violência, se a Polícia não ostenta o ímpeto repressivo costumeiro. Quando os manifestantes se organizam e as autoridades policiais não se negam à negociação, o máximo que ocorre é o gesto insano de alguém ou de uns poucos movidos pelas piores intenções. E, como ocorreu na capital paulista, fáceis de identificar e punir. Sem descartar a hipótese de se tratar de agentes infiltrados. Disso entendem mais os responsáveis pela segurança pública que todos nós outros. Disse a mãe do garotinho Miguel, morto ao cair de um edifício em Recife, que por falta de paciência seu filho morreu. A paciência também tem faltado aos agentes de segurança pública, para entender quanto ela se faz necessária. Pelo menos se a democracia é valor a ser preservado. Nunca será demais lembrar que as diferenças e controvérsias são essenciais ao regime democrático.

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