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Tecnologia e ética

O episódio que envolve o aplicativo Telegram reforça em mim a certeza de que o anteparo à barbárie é de ordem ética, não tecnológica. A tecnologia avançará até aonde possa ir a imaginação humana. Ou seja, ao infinito e... sempre. A percepção e - mais importante - a conduta do Homem é que impedirão os desvarios e imporão limites. De novo, uma velha questão: a criação do Homem novo, como Jesus e Che Guevara afirmaram. Pagaram esse propósito com a própria vida. Não obstante, há quem esteja disposto a retroceder aos mais remotos tempos, em processo de destruição dos avanços característicos do que se tem chamado civilização. É disso que se trata, ao constatar a defesa irracional da mentira, mesmo quando a isso corresponde o sacrifício da honra e até da vida dos que não lhes fazem a corte. Mais grave, ainda, quando as mais altas autoridades de um país se põem à frente de tão inglórias quão criminosas iniciativas. Ao redigir este comentário, divulga-se o cumprimento, pelo Telegram, das determinações do Ministro Alexandre Moraes, do STF. O desespero dos industriais da mentira, no entanto, parece contar, mais que com o apoio de seus cúmplices, com a resignação e o silêncio da maioria da população. Não fosse assim, os prejudicados não repetiriam gesto tão ao gosto dos autoritários e delinquentes. Pretendem transformar a Advocacia Geral DA UNIÃO, a AGU, em defensor pessoal do Presidente da República. A tanto leva o desespero dos que se sabem desassistidos pelas leis. De ética, nem falar...

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