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Superando desavenças

Atualizado: 27 de nov. de 2024

Luiz de Gonzaga Belluzzo e Nathan Caixeta escreveram um livro (Avenças e desavenças da Economia) a que ainda não tive acesso, se não indireto. Explico-me, sem o ter lido. Acompanho atentamente o que dizem os que já o leram. Os que têm reparos a fazer e os que, com maior ou menor entusiasmo, comentam e aplaudem a análise e as ideias e fundamentos de que ela se vale. Antes mesmo de ter em mãos a obra desses parceiros intelectuais, arrisco emitir alguma opinião. Ainda que sujeita a reformulações, resultante da informação passada por terceiros. Em cada cabeça, uma sentença, ouvia dizer no meu tempo de menino. Quando à cabeça era reservado lugar especial pelas pessoas, e formulados conceitos mais ricos no que diz respeito às funções desse órgão, a sede da vida. Essa última qualidade, sempre destacada pelo meu pai. A cabeça, diferente do que parece pensar a maioria que a tem posta sobre o pescoço, não apenas com a função de separar as orelhas ou exibir bonés e boinas. E tão modernos brincos. Pois é graças a uso diferente desses (ainda que a falta de cabelos me obrigue a cobri-la), que assumo risco calculado. Mesmo que o futuro possa revelar-me (mais uma vez com o uso de tão importante órgão do corpo humano) aspectos antes negligenciados, obrigando-me a alterar as impressões iniciais ou até desdizer-me. Tudo isso é dito agora, para informar quanto me têm impactado as impressões (não mais que isso) colhidas, com a leitura de comentários sobre o livro de Belluzzo e Caixeta. Talvez concorra para a impressão favorável que enuncio, a coincidência de pontos referidos na obra, com o que venho defendendo há algum tempo. Genericamente, a insuficiência da perspectiva em que se têm colocado economistas contemporâneos, renitentes na crença (não mais que isso, às vezes até com fanatismo) de que o mercado é a solução para os problemas econômicos. Outro aspecto de ordem geral diz respeito ao papel do Estado, que profissionais de igual perfil desejam ver crescentemente esmaecido. Do que tenho lido sobre Avenças e desavenças da Economia, registro a convergência que reputo a mais significativa, em relação aos pontos de vista que me seduzem e a contribuição dos dois estudiosos da ciência humana (como se alguma não o fosse!) que alguns pretendem reduzir a gráficos, números e tabelas. Sintetizo: dentro das fórmulas, dogmas e fundamentos que subjazem ao pensamento de que se nutrem o capitalismo e o comunismo (tal como os conhecemos), será impossível equacionar as crises que afetam a vida da sociedade humana. Pelo menos, no planeta que alguns ainda consideram plano. Também não penso que a situação ideal será alcançada, se tentarmos simplesmente aproveitar o que há de bom e mau nas duas formas de organizar a economia. Pelo simples fato de que cada uma tem lógica própria e ambas constituem, cada qual de sua parte, sistemas coerentes, em que o todo constitui a parte e em que a parte se subordina ao todo. Há de haver um terceiro modo, jamais praticado, de equacionar e resolver a grande maioria dos problemas sociais que a realidade coloca diante de nós. Alguns logo dirão que isso importaria na criação de um ser humano novo, ideal de todo revolucionário, especialmente dos que vieram depois do que foi crucificado. Só os pessimistas não acreditam que a utopia é apenas o lugar aonde ainda não chegamos. Vamos pra lá!!!


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