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Sugestão oportuna, logo seguida de outra

Interessantes, além de oportunas, as observações feitas pelo engenheiro industrial Samuel Hanan ao jornalista Wilson Nogueira, em setembro deste ano. O ex-vice-governador do Amazonas referiu-se, especificamente, às vantagens de constar de nosso vasto território uma riqueza cada dia mais necessária ao processo industrial. Falou o autor de vários livros sobre a Economia, sobretudo das terras raras, de que o Brasil ainda constitui uma expressiva reserva. Com a autoridade de quem estuda os problemas econômicos da Região e junta a isso o fato de ter presidido o grupo Paranapanema, que explorou minas de cassiterita na área do Pitinga, próxima de Manaus, Hanan chamou a atenção para a necessidade de desenvolvermos tecnologia apta à agregação de valor ao minérios estratégicos contidos em nosso subsolo, inclusive no do Amazonas, sua terra de nascimento. Na entrevista concedida a Nogueira, o estudioso destacou quanto o fato de termos abundantes fontes de recursos hídricos e minerais pode levar o País a outro patamar de desenvolvimento. Assim, criar tecnologia capaz de evitar a exportação de matéria-prima, para depois adquirir produtos acabados seria a solução mais inteligente. Até - e aí sua experiência na área geográfica e no setor econômico o autoriza a dizer - porque isso evitaria repetir o que acontece com as trocas internacionais de minerais, meras commodities que deixam melhor resultado econômico nos países que importam de nós muitos desses materiais. Vai mais longe Samuel Hanan, quando afirma quanto ganharia o Brasil, se os recursos hídricos e as reservas de nossas jazidas minerais fossem destinadas, a custo zero, para os setores industrial e agrícola. Dada sua posição diante do problema, é fácil admitir que ele também advogaria a extensão de tal benefício a toda a população das áreas em que tais recursos se mostram abundantes. É certo que isso contrariaria os interesses dos que exploram esses mesmos recursos, mas seriam, por extraordinários, quase incalculáveis os benefícios destinados à coletividade. Num certo sentido, alterariam o conceito e o uso da tecnologia, posta a serviço de todos. Um drástico golpe na desigualdade.

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