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Sucessão em marcha

Há quem critique as viagens de Lula ao exterior, nesse primeiro semestre de seu terceiro mandato presidencial. Muitos dos críticos fingem ignorar a importância das excursões de Lula, como se não tivesse nenhuma importância a má imagem projetada no Mundo nos últimos quatro anos. A ponto de termos chegado à condição de pária na comunidade internacional. Boa parte das hostilidades resulta do fanatismo, como se sabe apanàgio dos brutos, ignorantes às vezes por opção. Os primeiros resultados das viagens do triPresidente começam a aparecer. Na forma das reverências de que Lula se faz merecedor, em todos os países por onde tem passado. Impossível ignorar o papel que ele tem desempenhado no cenário internacional. Mais que jogo de cena, o prestígio de Lula não é apenas fruto de seu talento político, que muitos avaliam pô-lo na condição de um dos poucos estadistas contemporâneos. Suas visitas têm restituido o reconhecimento do Brasil no lugar de que um desgoverno no mínimo desastrado e boçal o deslocou. Por isso, não é gratuita a disposição para intermediar a guerra na Ucrânia. Esse, porém, parece-me apenas o primeiro passo. Outros já vêm sendo dados, como a designação do Brasil, Belém específicamente, para sediar a próxima COP-26. E como a mobilização dos países sul-americanos em torno do Mercosul. Internamente, Lula deixou Fernando Haddad negociar a aprovação do chamado arcabouço fiscal, a reforma tributária e a reconquista do voto de qualidade da União, no CARF. Ou seja, enquanto ensaia protagonismo ainda maior, em termos planetários, prepara o seu próprio sucessor no Planalto..

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