Substituição
- Professor Seráfico

- 20 de jul. de 2025
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Quanto mais se chama qualquer negociante de empreendedor, menos se dedicam os porta-vozes e adoradores do mercado em realmente empreender. As chantagens do Presidente norte-americano em escala global, pelo menos no Brasil, não conseguem sequer alterar a costumeira reação do empresariado. Tão certo tem dado, ao longo de décadas, o chororô desencadeado à menor ameaça de redução em seus fabulosos lucros acaba em novos favores, fiscais, tributários e até policial. No limite, à submissão a governantes e interesses de outros países. Entre o que o general Eurico Gaspar Dutra chamava o livrinho (nada menos que a Constituição) e os números decrescentes em seus livros contábeis, esses falsos empreendedores não titubeiam: como um de seus inspiradores nos idos do século passado, mandam às favas os escrúpulos e aplaudem os algozes da economia e do povo brasileiros. Afinal, o patriotismo proclamado não resiste ao assédio mais torpe, se dele pode ser evitada a perda de algum centavo ou, melhor ainda, ganhos ainda maiores. Diferente vêm fazendo outros países, dos muitos que Donald Trump tenta chantagear. Da China nem se pode falar, porque os Estados Unidos da América do Norte talvez seja o país mais dependente da nação oriental. México e Canadá agora se destacam. Ambos vêm aproveitando a oportunidade para abrir mercados de outros países, em substituição às compras do império decadente. Arredio durante muito tempo ao Mercosul, o Canadá dos Trudeau tem-se aproximado do grupo de que fazem parte Brasil, Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai. Nossos festejamos empreendedores, quando substituirão a chantagem emocional pela conquista de novos mercados?

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