Sopa de partidos

Antes, sabia-se da enorme transfusão entre partidos políticos. Seus donos, ao invés de representarem lideranças legítimas, facilmente tornaram-se operadores de balcão. No toma-lá-dá-cá que caracteriza nossos costumes ditos políticos, ao lado do derrame de verbas para todo fim (excetuados os bem-intencionados, em minoria), o negócio passou a incluir pessoas. Esse tráfego de pessoas aproveita-se do que o eufemismo chama janelas, entre os períodos de campanha eleitoral. Entre uma e outra, há um corre-corre quase inacreditável, não estivéssemos no Brasil. Não ficou só nisso a criatividade exageradamente cínica também característica de certo estamento políticos. Daí o anúncio de que às siglas já alteradas serão acrescidas outras, antes do pleito municipal de 2020. É como se a água já estivesse esquentando, para receber as letrinhas da sopa desejada. Então, veremos como se peixe e carne, massas e verduras estivessem em preparo, para entrar na salada em forma líquida. Só isso se pode esperar, quando social-democratas e pseudo-liberais, comunistas e capitalistas procuram juntar os trapos. (Sem nenhum sentido figurado).

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