top of page

Silêncio suspeito

13 de jul. de 2023
2 min de leitura

O faz-tudo do ex-capitão excluído das forças armadas manteve silêncio na sessão da CPI do Senado que apura os atos terroristas de 8 de janeiro. Curioso é ter o tenente-coronel extrapolado os limites impostos no despacho da ministra Carmen Lúcia, do STF. A magistrada concedeu o direito ao silêncio relativo a perguntas que levassem Mauro Cid a auto-incriminar-se. Esse não parece o caso, quando o depoente mudo sonegou a informação sobre sua própria idade. Bastaria informar a data de seu nascimento. A não ser que ele considere um crime contra a humanidade sua própria presença na sociedade... Talvez tenha razão, mas quem o dirá será o Poder Judiciário. Outra circunstância por apurar diz respeito ao traje com que o factotum ou ajudante-de-ordens do ex-capitão compareceu à sessão em que deveria depor. Atribuída ao comando do Exército a orientação para ir fardado, a informação coloca Cid em condição diferente da de alguns de seus colegas, cujo envolvimento em ações delituosas gera suspeitas menos pesadas. A justificativa para que o depoente mudo trajasse o uniforme oficial do Exército é pueril. Sobretudo pelo sabor de cumplicidade assumida. Ou, hipótese ainda pior, confessada. Por que exigir que um membro das forças ativas do Exército se mostre como um legítimo representante da força terrestre, se ainda não houve uma só suspeita já declarada de participação corporativa nos atos sob investigação? Sem dúvida, a CPI do Senado tem tudo para convocar número mais amplo de depoentes. Dentro e fora dos quartéis. Quanto ao depoente mudo, não faltam registros, documentos e outras provas do grau de envolvimento dele nos atos objeto da investigação. Dos outros também parece haver muito mais obra carente de apuração.

Posts recentes

Ver tudo
Morte cívica

Causas não têm faltado, para explicar os fenômenos políticos. De natureza, interesses e intenções variadas, elas têm ocupado grande parte do tempo e do espaço disponível aos analistas, cientistas polí

 
 
 
Democvacia ou ditadura/Soberanos ou vassalos

Os da geração nascida nos anos 1940, feliz – infelizmente, dirão outros – testemunhamos profundas alterações na sociedade, criando mundo diferente do que resultou de Yalta. Nessa cidade às margens do

 
 
 
Vai-se mas fica

Enquanto um só sobrevivente guardar a memória do outro que partiu, este permanecerá vivo. É disso que se faz a História. Há décadas tenho notícias de SÉRGIO VIEIRA CARDO

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page