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Silêncio incômodo

Não é que se deva conceder às Forças Armadas a guarda da Constituição. Para os que prezam a democracia, basta que os servidores públicos fardados se submetam aos mandamentos da Lei Maior. Nada além disso. Incomoda, porém, ver a tentativa de atrelamento delas à pessoa do Presidente da República. Com a agravante de que este em momento algum se comportou segundo as exigências e imposições do cargo. As vozes dissonantes acabam postas de lado, como se viu em episódio recente. O fato é a identificação crescente das instituições militares com o governo, não com o Estado brasileiro. Palavras soltas ao vento não bastam para modificar a imagem arranhada.

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