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Sem História, ignorância

A ignorância devida à falta de oportunidade de frequentar escolas e acessar a informação é uma coisa. Quando, porém, a ignorância resulta do negativismo que tenta tornar verdade a mentira mais ostensiva, não podemos atribuir qualquer boa intenção aos que a preferem. Uma espécie de ignorância por opção. Mais frequente, sobretudo, quando estão em jogo interesses de toda ordem - confessáveis uns, escamoteáveis com maior frequência. Acusar quem denuncia os crimes praticados pelo governo de Israel contra os palestinos, como alegada resposta resposta ao terrorismo praticado pelo Hamas é sinal da ignorância por opção. Estivessem envolvidos nos atuais debates sobre o massacre dos palestinos profissionais sem acesso à comunicação e às informações, seria admissível ouvir e ler tolices e vieses interpretativos. Não é o caso, todavia. Basta lembrar da confusão que alguns pretendem estabelecer, quando tentam fazer passar o antissemitismo por antissionismo. Nem se dão conta esses intérpretes irresponsáveis das diferenças fundamentais entre uma e outra coisas, de que a existência de judeus antissionistas é atestado. O sionismo, de conteúdo eminentemente político e colonialista, está muito mais próximo do nazismo do que do judaísmo. A tal ponto, que uma corrente de judeus ultra-ortodoxos, os Neturei Marta (guardiões da cidade) são hostis à existência do Estado de Israel. Esses judeus preferem a convivência pacífica com os palestinos, reunidos em um só Estado. Também seria oportuno lembrar que Ben-Gurion, o primeiro chefe do Estado de Israel, é frequentemente citado como um antecessor do atual Hamas. Guerrilheiro é o que se tem dito ter sido ele. Difícil discordar desse juízo, quando Ben-Gurion afirmou que "o Estado terá que manter a ordem, não com palavras, mas com metralhadoras". Exatamente o avesso do que afirma o movimento Jewish Voice of Peace. Inadmissível tomar partido, seja a favor de Israel, seja a favor dos palestinos, quando a História é deixada de lado.

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