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Seis por meia dúzia

A tentativa de premiar as organizações criminosas não cessou. Pelo menos, no espírito, nas intenções e na missão da maioria do Congresso. A rejeição da PEC da Bandidagem, com o povo nas ruas, se intimidou os aliados do crime organizado, não bastou para obter o resultado desejado pela sociedade. Nem mesmo parece ter enfraquecido o ânimo dos que se dedicam a esse mister ignominioso. Comprova-o, agora, a aprovação pelo Senado do projeto que beneficiaria organizações criminosas de variado tipo e especialidade. Tudo, em nome do tratamento leniente dispensado aos que andaram à margem da lei, com a finalidade de ressuscitar período trágico e vergonhoso de nossa história. Porque não era outro o objetivo dos que, desde novembro de 2022 empenharam-se em tão nociva atividade, mas viram abortado seu intento maligno, no 08 de janeiro do ano seguinte. A alegação de que desejam reduzir penas que consideram exageradas, quase sempre utiliza a predação sofrida pela estátua da deusa da Justiça, quando uma das golpistas a sujou com batom, como cavalo de batalha. Gente supostamente esclarecida, culta e douta, finge ignorar que o ato em si, isolado de todo o processo social em que se insere, é apenas a parte aparente de uma trama antidemocrática, lesiva portanto aos interesses populares e nacionais. Como negar a relação da pintura de batom executada em um próprio público com a mobilização da multidão ensandecida que tentou destruir as sedes dos três poderes da república? Havia dois meses que atos criminosos tentavam enfraquecer a democracia e estabelecer o caos social. Até o assassinato de membros dos poderes Executivo e Judiciário foi planejado, como o devido processo legal o constatou. Vale lembrar que nenhuma das provas colhidas procede de outra fonte, se não da farta e desavergonhada documentação produzida pelos próprios delinquentes. De novo os brasileiros devemos ir às ruas. De novo deve ser mostrado às organizações criminosas, quanto a sociedade abomina suas práticas e não se deixará levar pelos propósitos dos que não conseguem conviver sob o Estado Democrático de Direito. Se não for assim, chegaremos à trágica conclusão de que o crime compensa.

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