Salvos pelo vírus

O atraso nos trabalhos legislativos em decorrência do coronavírus joga para a frente decisões sobre as antirreformas pretendidas. Pelo governo, por grande parte do Parlamento, pela maioria dos órgãos de comunicação e pelos que rejeitam a instituição chamada Estado. As dificuldades encontradas pela máquina pública para enfrentar a pandemia talvez levem alguns parlamentares a encarar com mais seriedade e sabedoria os riscos de desmonte do Estado, há muito em curso, ora intensificado. E lhes mostre que só se justifica fragilizar a burocracia estatal se os setores a que se dedica apresentarem nível satisfatório de atendimento das necessidades públicas. O mesmo pode acontecer com a antirreforma tributária. O que falta em dinheiro bem pode ser tirado dos que só têm acumulado, década após década. Por enquanto, o microorganismo mexe com a cabeça de todos. Depois, veremos quais os que aceitam abrir mão de privilégios e favores, em benefício de todos. Deles mesmos, egoístas que continuem a ser.

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