Só as crianças...


O garoto, Anujath, 10 anos, soube que o pai dizia a todos que a mulher (Sindhu o nome dela), mãe do menino, ficava em casa. “Ela não trabalha”, dizia o exemplar indiano do machista. O filho, atento à faina cotidiana da mãe, fez o desenho com que rompo a rotina de publicar textos apenas, neste Camarote. Mais que os adultos, a criança foi capaz de captar a realidade. Da mãe dele e de todas as mães da vizinhança. Uma das vantagens da infância, a inocência traz consigo a pureza dos sentimentos e a sensibilidade que permite ver o que os mais velhos não enxergam...nem querem enxergar. Pena é a probabilidade de a criança crescer e se tornar, pelas lições e exemplos recebidos, um filho de peixe... Ou, quem sabe? – tentará transformar a realidade injusta de que dá pingente e magnífico testemunho. À custa de muito sofrimento e resistência, pois não é minoria a multidão de homens que pensam e agem como pensa e age o pai do pequeno desenhista indiano.

O desenho é capa do volume que traz o Orçamento de Gênero, 2020-2021 da Índia.

2 visualizações

Posts recentes

Ver tudo

O hoje e o amanhã políticos

Enquanto analistas credenciados e curiosos (como o autor deste texto se reconhece) tentam interpretar o resultado das eleições municipais encerradas no último domingo, lideranças políticas buscam ajus

As eleições e as análises

Aos poucos, vão aparecendo nos media análises menos inconsistentes em torno do resultado eleitoral. Ainda que persistam certos equívocos (talvez não apenas só isso), a percepção dos observadores se va

Secula seculorum

Secula seculorum Até que enfim, encontro dois textos esclarecedores, em relação à eleição municipal deste ano. A jornalista Tereza Cruvinel e o professor Aldo Fornazieri são os autores, para cujo conh

Arquitetado e Produzido por WebDesk. Para mais informações acesse: wbdsk.com

Todos os Direitos Reservados | Propriedade Intelectual de José Seráfico.