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Sínodo oportuno

"Temos consciência do momento histórico que estamos vivendo, as ameaças e as perdas que pairam sobre conquistas e direitos sociais adquiridos a custo de muita luta e martírio, principalmente aqueles que atentam contra a vida dos povos indígenas, da terra, da floresta, dos lagos e rios". Este é trecho da carta divulgada pela Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), após a 47ª Assembleia Regional dos religiosos, realizada esta semana, em Manaus. O padre Zenildo Lima, Reitor do Seminário Diocesano São José, esclarece o sentido da reunião, ao afirmar que " Há lugares onde só a Igreja e o Exército têm acesso. Todos os dados coletados durante a preparação do Sínodo estarão à disposição do governo, até para subsidiar políticas públicas para essas comunidades distantes".

A carta e as palavras do sacerdote são inequívocas: a Igreja deseja apenas contribuir para reduzir as desigualdades sociais, não se furtando, inclusive, a oferecer subsídios à formulação de políticas governamentais. Daí é que vem a perseguição: a tentativa de incorporar valores e práticas referentes à crença religiosa - o que em si atenta contra o estado laico, republicano - e a recusa a lutar contra a desigualdade.

Transparente, como deve ser toda manifestação orientada para o bem, o tema da Assembleia põe em destaque o pão, a palavra, a caridade, exigentes da "missão que busca novos caminhos". No tema as autoridades já encontrariam razões suficientes para prestigiar, não vigiar, a reunião que Francisco presidirá, de 6 a 27 de outubro próximos.


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